terça-feira, 21 de dezembro de 2010

ainda vou inventar

Sempre ele
o meu instinto
Passado intacto
Ninguém pode, ninguém deve mudar o que foi destinado
Sempre o mesmo alvo
desabafo
nem me aguardo o que seria um fardo.
Tempo de inventar um novo final?
O que meus olhos não conseguem mais ver.
Afinal o que se pode enfrentar sozinhos?
Mesmo vendo não poderia crer
Evitando solitários caminhos
Se você me perguntar eu não vou saber responder.
Continuo só a caminhar
Sem sabe como continuar para um novo final inventar.

o relógio

Não vá pra casa ainda
Ainda há vida
E este é o momento
Palavras desmoronam
Ao imaginar a decisão
E o mais curioso é o argumento
Sempre o mesmo
Extrema manipulação
Nada mais estranho do que deixar soar
Imaginar cair ou não

Mas algo me diz: ter de todo afeto, algo certo, constante, mas nesse mesmo instante o inconstante não condiz

Não vá pra casa ainda
Ainda há vida
E este é o momento
De se viver intenso
Não, não olhe para o relógio
O tempo dá conta dele próprio
Sempre ele mesmo, até na solidão
Nada mais estranho do que só esperar
Imaginar uma reação

Mas eu não vou dizer nada: ter do meu silêncio uma resposta, algo como espelho, mas neste mesmo contexto o artificial não é nada!